Estações do homem que ama

No outono vento em fúria faz despir
Em peças que afagam o solo
Pousando suave em salas de estar
Pedaços de corpos sem dono

Firme dança que precede o inverno
Metabolismo da pele fria
Para bons pais é a vinda do terno
Imprimindo a vida vazia

Lembrando das rosas sob a primavera
Inspirando orquídeas em fogo
Pintando árvores que meu tempo enterra
Pelo prazer de mudar este jogo

Agora o sol dá as cartas que os homens terão
Envolvendo corpos incrédulos
Transpirando o passado, agora verão
O mundo por trás desses óculos.