No espelho as olheiras espalham-se
Crescendo em volta do olho
Na infinita cama inquieta
Em silêncio eu penso no sono
Esta noite é febril e não passa
Com pressa acelero meu dano
O escuro cobre toda cabeça
Minha peça que já não tem dono
Enfim começo uma conversa
Digo às paredes que a noite é um ano
E ao relógio peço uma sentença
Ele responde com seu tom insano
Gritando e dizendo obedeça
As sete eu visto meu terno
E ao dia eu clamo o avesso
Dizendo ao sol anoiteça
Mas o claro também é eterno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário