O lobo percorre a planície
Enfrenta turbilhões de seu instinto
Faminto rasgando o escuro
Em frente à presa bebe vinho tinto
Sua espreita voraz não tem pressa
Aos poucos seus olhos sangram
Na caça a fera latente desconversa
Suas pegadas pesadas enganam
A presa se curva
Embriagada desfere seu último golpe
Fala toda verdade
O lobo saliva
Sua boca afiada prepara a mordida
Ele fecha os olhos
Atacando o pescoço da vítima
Ela nem mexe os lábios
Estremece enquanto é devorada
Suando e sem forças
Contudo prefere ficar calada
E ele chupando seus ossos
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