Sou São Paulo

Nessa cidade eu apenas vivo

Em estado transitório

Meu caótico e monstruoso livro

Sem a palavra território

O som que ouço não é são

Olhos irritados e pensativos

Passo a doença de escritório

Afogo nesse imenso alfabeto clonado

Cuspido em nosso mictório

Com passos em pressa

Minha cabeça é poluição

Paulo

Ricardo

Dualibi

Ou outro santo vigário.

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