Com um copo de conhaque barato, brindo a beleza inexplicável do invisível, saúdo cada relato insensato dos bêbados, agora românticos e ao meu redor. Exponho minhas soluções mirabolantes, minhas viagens lunares e respostas atômicas, descrevo meu passado ao qual tento a todos tele transportar. Nessa mesa trêmula e alcoolizada, acabo de sorver mais um barril de idéias: diluídas em cubos de gelo, filtradas por um repertório marginal e amargadas por longos goles de fantasia.
Nessa dança quase que tribal, em meio aos ritos da modernidade boemia, preservo o momento e o mantenho longe da minha ilha de edição. Não ligarei se amanhã acordar com as têmporas em ritmo de tambor, nem se estiver com o estômago em chamas, só quero o relato de hoje, estampado em meus frames.
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